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terça-feira, agosto 5

A(R)TIVISMO



Como constantemente subverter leis normativas que se impregnam em nos, em nossos comportamentos, nossas escolhas, e no que comumente percebemos como sendo nossa realidade, nossa vida, afetando nossa percepção mais ampla, talvez mais humana.

Livros. Como extensões, partes do corpo.
Livros entre partes do corpo, pousado no corpo, apoiando uma cabeça, debaixo do pe, pressionado contra a parede, um orgao do corpo.

O silencio tumultuado de um livro, talvez um corpo de aparencia como nos, de conteudo velado, de dificil traducao, de complexo entendimento.

Homens e mulheres espalhados no espaco com seus corpos enviando sinais nem sempre conscientes de quem sao e onde estao nesse momento.
A exuberancia do espetaculo ausente, o glamour da representacao, da logica manipulada, encenada, ausente.
Aos poucos eles vao perdendo o controle de suas conviccoes, de seus mundos de representacoes e vao se aproximando uns dos outros.
Os corpos vao se tocando e entendemos nelas a resonancia desse contato. 
Outros se aproximam em paralelo, se ajustando, carregando o espaco desse combustivel de vontade, desejo puro.

Me parece que na verdade se trata de buscar uma convivencia, exercer o conviver.

Livros como objetos belos, sagrados, com necessidade de protecao, cuidado.
Livros como objetos de consumo, como passaportes, caros, personalizados.

Seis homens e Sei(o)s mulheres: A Troca.

A relacao de cliente e dealer, a mesma do que faz e do que vê, artista e publico.  
A dificil troca, porque nunca sabemos se sairemos perdendo ou ganhando, ou se vale a pena a negociacao, e essa condicao de saber exatamente o que temos ou estamos adquirindo se mistura ao sentido mais basico de sobrevivencia.

Everything I see belongs to me!


3 comentários:

lulu disse...

Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo pareceria como é, infinito...


janelas (?) (!)

CIPÓ disse...

a impressão da informação tanto no corpo como no livro nos leva para escolhas de relações claras e as vezes definidas que estão relacionados com uma percepção visual muito forte de querer, entender ou ser o que já escolhemos para nos, coisa que em um exercício aparentemente simples de fechar os olhos nos leva para um outro tipo percepção bem mais distante do que pode ser bom para nós, trazendo agente para o que está reconhecendo a minúcia de um simples encontro.

gustavo são jorge disse...

detectar os fatores que sustentam as regras, pra assim poder destrinchalas e não apenas destruílas.

dos nossos comportamentos: quais forem; sejam postos a prova de constante . de nossas escolhas, sejam desnudadas. se efeta nossa percepção mais ampla? talvez, é preciso arriscar.

não vem somente por consequencia biologica, mas intenção artistica.

contra uma acomodação fisica que se organiza talvez num ritmo mas harmonioso que o desejo criador.

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silêncio tumultuado: silencio verdadeiro, silencio negociado com os sentidos. silencio que falta algo.silencio fake.
há silencio ideal?

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tedio /luana/cheiro de livro/ monotonia/ agressividade/

tedio : temporalidade do passado q se repete continuamente no presente, como a moda.

monotonia- tempo estagnado , como se a eternidade do ceu se plasmasse na terra. . ansiedade de matar o tempo. tempo patologico do stress.

[olgaria matos]
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luana matar o livro , matar o tempo monotono de relação com o livro.

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ladrilhos lindos . informação muito forte.
iluminura medieval
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guga