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sexta-feira, agosto 8

PSHIIIIIIIIIIIIIIII!



Escutar o Silencio e traze-lo para o Corpo.
O Silencio do Espaco da biblioteca, sincopado.

O Tempo "playing a big role",
Tempo estirado, esgacado, esmiucado em infimas particulas,
Tempo triturado em cada centessimo de percepcao pontuada no Corpo.

12 horas ininterruptas. 12 performers vivendo ininterruptamente.
O ininterruptavel, o continuum que insiste.

Deslocar o Corpo do Espaco criando a friccao que foi falada.
Subverter a ordem da disposicao comum do Corpo no espaco, espaco normalmente encharcado de suposicoes desse corpo, regras que se estabelecem nele e o determinam.
Lei de Selva.
Seria como manter o corpo imovel e balancar o espaco, como aqueles globos transparentes com agua e paisagens exoticas na neve.
O Corpo na imobilidade da contencao de forcas, na vertigem da auto-percepcao.

Observem os trabalhadores da Biblioteca, parece que ja trabalhavam na Grande Biblioteca de Alexandria, que foi queimada 3 seculos antes de Cristo. Parece que estao ali a seculos.
A Situacao do Funcionario Publico.
Existe um Rigor e uma Elegancia.
E um Silencio que me pergunto se e' silencio ou se foram mandado calar e obedeceram.
O Silencio das Coisas que nao podem ser ditas, mas todo mundo ve que esta sendo dita, de uma maneira ou de outra.
Existe esse rigor, a elegancia, o cumprimento da funcao pelo corpo, a adaptacao a condicao de acordo tácito.
Observem os trabalhadores da Biblioteca.

1 comentários:

gustavo são jorge disse...

criar fricção entre uma condição natural e o extraordinário.

O extraordinário não espetucularizado,
porem é extra cotidiano, exige outra postura , que nao remete a nenhuma dos pontos , espetaculo ou cotidiano.

escutar o silencio sutil que se desenrola, instante por instante, no decurso de 12h que traz um sentir proprio que é do extraordinário nao mercatilizado, nao espetacularizado.
a lógica outra... que subverte a ordem, a disposição comum do corpo no espaço por conceber em si, estando numa outra relação espaço-tempo.

Corpo "parado" nessa extraordinariedade natural.
percebendo o realocar das relações , das tangentes espaço, tempo a balançar diante de cada ponto de sentir que é despertado.
e que realoca as percepções sobre o decurso , da suspenção do decurso, do territorio , da confusão entre mapa e territorio, de si e de sentir de si.